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Andragogia Corporativa

Muito a ser explorado

O tema Andragogia Corporativa no 6º Congresso Científico do Mercado Farmacêutico 


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Revista PHonte

Jogos de Interesse

Quando o cérebro

manda mais que o coração


 A andragogia em revista


Em 17 de novembro de 2009, disponibilizamos para o público em geral, através da plataforma de issuu o número 120 (outubro de 2009) da Revista PHonte. A Revista PHonte é a revista eletrônica de nossa empresa que trata dos aspectos associados às questões da Qualidade, Produtividade e de Boas Práticas.

A matéria da capa trata da andragogia corporativa.

Hoje esta metodologia milenar – a andragogia - aplicada ao mundo corporativo mantém-se tão viva quanto na época da publicação da revista.

Vale uma releitura.

Veja a revisa abaixo

Para falar de

Andragogia Corporativa

          


Em tempos passados

Andragogia

no Instituto de Psicologia na UFRJ

Em outubro de 2008 fui convidado a ministrar uma palestra sobre Andragogia Corporativa no Instituo de Psicologia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. A palestra foi promovida pela Insigth Consultoria e pelo Fórum Universo RH.

Uma década passada e ainda experimentamos muitos treinamentos ineficazes cujos conceitos não são refletidos na rotina. Sofre a reprodutibilidade das operações em situações as quais, por exemplo, normas e procedimentos não são seguidos à risca. Sofre o negócio com desvios da qualidade, reclamações de clientes, entre outros casos de maiores constrangimentos.

Insisto: não existe maneira mais efetiva de convencer e motivar as pessoas em treinamentos,  criando laços fortíssimos de comprometimento, a não ser pela Andragogia Corporativa.

 


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Provocar desejos antes do prazer 

 

A energia que estimula o indivíduo adulto a se colocar na condição de aprendiz maduro o impele a ultrapassar todos os obstáculos na direção do conhecimento pleno a respeito de qualquer matéria.


Nesta caminhada, o adulto de qualquer nível de escolaridade buscará gerenciar seus recursos de tal forma que seu objetivo seja alcançado em um tempo que é determinado por ele e, portanto, exclusivamente dele.

Desta variável - o tempo próprio do adulto para o seu aprendizado - extraímos um dos pontos críticos de análise da andragogia. Em síntese, podemos desconsiderar como importante a medida "carga horária", visto que leva em conta o tempo para apresentar um conteúdo programático; este tempo, nem sempre aceitável como ideal para cada aprendiz.

R
acionalmente, as cargas horárias dos cursos e treinamentos só têm valor do ponto de vista organizacional, no arranjo das disciplinas em contextos razoáveis e dentro de espaços de tempo compatíveis com o aprofundamento que se deseja dar para cada tema.

Assim, os números de carga horária não têm nenhum valor no aprendizado propriamente dito do adulto, visto que estão relacionados com uma variável extremamente sensível que é "o tempo de cada um". Em outras palavras, não pode servir de indicador da efetividade dos treinamentos o número da carga horária dos cursos, ou a quantidade absoluta ou relativa de horas homem investidas na capacitação de equipes de trabalho, por exemplo.

Gerenciar estes números, no entanto, é importante para outras análises e até mesmo decisões. As horas em treinamento estão associadas a destinação dos recursos, daí, exigirem um rigoroso acompanhamento e controle. Mas, em nenhuma hipótese indicam o quanto foi (ou é) realmente bom o treinamento realizado.

O tamanho do percurso, desta maneira, varia de indivíduo para indivíduo, onde as curvas, os aclives, os buracos e todas as particularidades do caminho são únicas em muitos casos. Desta forma, também únicos são os tempos de percurso.

Gostar do caminho é fundamental no progresso de aprendizado e é o que muitos apregoam como o mais importante. Costumam dizer "prazer em aprender". Reconheçamos que este "prazer em aprender" está conectado, de certa forma, ao que o aprendiz vai descobrindo pelo caminho e o motiva a continuar. Imputa-se aí grande responsabilidade de fatores externos, como os professores, como os conteúdos programáticos na forma em que são elaborados, além de outros tantos, também fatores externos.

Indivíduo adulto precisa do prazer da caminhada, mas reconhece que, antes do prazer, necessita de algo mais poderoso. Precisa do estímulo bioquímico que produz, a comando do cérebro, o conjunto de drogas que o faça sair da inércia e até mesmo sem prazer, cercado de várias dificuldades, iniciar, manter e terminar seus cursos com ótimos rendimentos.

Alunos que têm professores e são trabalhados com a pedagogia precisam se sentir bem durante seus cursos; precisam dos prazeres para se manter motivados. Ao contrário destes, os adultos aprendizes, mesmo levando em conta como são agradáveis e benéficos tais prazeres, sabem contar como mais significativo, o desejo que os move e os mantêm realmente motivados e compromissados. Os mestres na andragogia sabem que seu papel não é, em primeiro lugar, oferecer o prazer da caminhada; mas, isto, sim, de provocar desejos. Desejos de aprendizado.



Licença Creative Commons
O trabalho "Provocar desejos antes do prazer"

de Carlos Santarem

está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional.
Baseado no trabalho disponível em https://andragogiacorporativa.blogspot.com.br/.