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O desenho das salas de treinamentos corporativos - Parte 1

Postado 2018/07/31

 

As áreas e salas podem influenciar nos resultados dos treinamentos corporativos? Existe a melhor área ou a melhor configuração para treinamentos dedicados a adultos e realizados dentro de empresas? Devemos escolher um tipo de área de uma configuração específica conforme o tema a ser trabalhado, conforme o conteúdo programático e até mesmo conforme o perfil do público alvo?

 

Nesta sequência de artigos discorreremos sobre este assunto com um olhar crítico sobre cada tipo de ambiente e configurações, sempre à luz da andragogia. Pretender provocar um repensar sobre esta questão não a encarando como o pilar de sucesso de um treinamento corporativo, mas como um relevante aspecto que devemos levar em conta em nossos eventos com adultos.

 

 

A desvantagem de ambientes desenhados de tal maneira é o trânsito difícil do instrutor e dos aprendizes. Trânsito que fica restrito aos corredores laterais de entrada/saída e a um outro intermediário. Também, muitas das vezes com cadeiras na forma de longarinas e presas ao piso, tais ambientes não permitem a reordenação do layout para exercícios de dinâmicas de grupo. 

 

O instrutor, muitas vezes, desce do palco, e outras vezes sobe e desce degraus de anfiteatros com o objetivo de forçar uma aproximação com os participantes.

 

 

Ambiente no qual, o instrutor tenha de se posicionar acima ou abaixo do nível dos alunos e onde o trânsito entre os alunos fique sacrificado, exige muito do palestrante e o resultado do treinamento – a sua efetividade – poderá ser prejudica pelo ambiente! 

 

Em layouts assim, o instrutor que aplica a andragogia deverá investir muito no processo de sensibilização que antecede o treinamento propriamente dito. Existindo a possibilidade, deverá, previamente, “ir a campo” para tratar com alguns dos convidados a participar do evento; discutir com eles sobre o tema principal e saber das suas necessidades. Caso seja possível, deverá investir na aproximação com cada um dos participantes, também através de meios virtuais, utilizando uma pesquisa sobre as expectativas do treinamento; utilizando enquetes e outras maneiras de “esquentar o público”, antes do início (antes do dia) do treinamento propriamente dito. 

 

No que tange à arrumação da sala, e se possível, tentar abrir mais “ruas” de acesso também pode promover o “quebra-gelo” necessário em ambientes tão poucos calorosos. 

continua... 

 

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