Mês: junho 2020

Live: Ética no Momento Atual

A Ética no Momento Atual

Palestra realizada em Live no Instagram – 25 de junho de 2020

Assista a seguir a palestra. Deixe seus comenterios.


Eu falo de Ética no Momento Atual em minha primeira “live”.

O objetivo é criar um ambiente de estímulo às análises, ao estudo e ao debate sobre as questões da ética no momento atual.

A apresentação também faz uma chamada para o Painel “Ética no Momento Atual”, um evento online, gratuito e com possibilidade de muito debate, principalmente através de fóruns de discussão.

Na palestra coloco três pilares para análise:

* “Nós nascemos imorais e sem princípios” (?)

* A ética muda no tempo e no espaço

* Não existe o “certo” e o “errado”

Tais pilares, em si, mostram o porque de tantos conflitos éticos e o grau de dificuldade em assegurar a paz em sociedade. Nesse aspecto, reforço a necessidade do uso da tolerância como uma das principais ferramentas na busca do endentimento e do conflito. De mesma forma, trato do risco de posturas extremistas, de atitudes fanáticas e de atitudes truculentas que, apesar de suas razões, por mais nobres que venham a ser, em nada contribuem para uma sociedade, com pessoas dispostas a viver em harmonia.

Saiba mais sobre o Painel “A Ética no Momento Atual”

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1° Painel SQualidade – A Ética no Momento Atual

Um evento online, gratuito e com fóruns de discussão – Participe

Os “Três P´s” em Desvios da Qualidade

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É uma tarefa, às vezes, inglória quando uma equipe multidisciplinar de profissionais dedicada a resolver um desvio da qualidade e buscar a causa raiz de uma não conformidade, tem de disputar, por exemplo, com as urgências da produção ou com as entregas de acordo com a forte pressão das previsões de vendas. É fato.

Costumo dizer que convivemos atualmente com os “Três P´s” quando tratamos dos problemas. Eu me refiro à “Pressão”, ao “Preconceito” e à “Precipitação”.

Pressão” para que os profissionais obtenham rapidamente a resposta (a causa raiz) do problema e liberem logo um formulário para resolver a burocracia (mais importante que o problema em si). “Preconceito”, quando a causa é ditada quase de imediato, estabelecida antes de qualquer análise realmente séria, mas à luz de problemas resolvidos no passado, indicando a resposta e pronto! “Precipitação”, em correr com as ações de busca da causa raiz e tomada das medidas.

Diante de tal verdade (as urgências de produção não desaparecerão, nem, muito menos, as pressões das previsões de vendas), não basta a teoria sobre análise e tratamento de não conformidades; não basta ter às mãos as ferramentas da qualidade necessárias. Além da expertise em determinar qual a melhor ferramenta deve ser empregada para cada caso, há uma necessidade de capacitar-se na defesa contra os “Três P´s”.

Faça uma análise de alguns desvios reincidentes e das ações erradamente propostas no passado e você encontrará, no mínimo, um desses “P´s”: Pressão, Preconceito e Precipitação


Licença Creative Commons
O trabalho “Os “Três P´s” em Desvios da Qualidade” de Carlos Santarem está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

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A ética e o burro mais rápido do mundo

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Inspirado na notícia (02/06/2020) de que a “Microsoft substituirá jornalistas por inteligência artificial”


A Inteligência artificial é o burro mais rápido do mundo, cujas ações serão decididas por algoritmos, determinados por um ser humano que ditará a forma de suas escolhas. Mesmo que ela possa continuar aprendendo, será sempre à luz da ética daquele que a desenhou. Assim, essa Inteligência poderá ser racista, pedófila e assassina, entre outras características. Ela poderá ter ideologia própria. A inteligência artificial é burra e, é certo, escrava da moral do seu criador.

Ainda não somos capazes de dar à inteligência artificial a capacidade de uma escolha que transcenda ao nível do racional, e suas decisões continuamente recaem no “Um” e no “Zero”. Por mais que sejam as variações, contadas em  muito mais de trilhões, a regra do jogo de seus cálculos é ditada pelo Humano.  Uma escolha infeliz feita por ela, na interpretação do seu “dono”, e toda a “inteligência” será reprogramada, em nome dos interesses do seu “criador”.

Uma das questões que devemos levar em conta é a sua capacidade de propagação de um conceito, de uma ideia, de uma mensagem, de uma notícia e, por que não dizer, de uma nova forma de mostrar, de maneira falseada, certos quadros da sociedade, como se fosse opinião pública de fato. A inteligência artificial (na verdade, seu criador) pode, hoje, se propor a fazer pessoas inocentes com o perfil de inimigos da sociedade e até a escrever uma nova moral.

Ela é o burro mais rápido do mundo. Conduzida de maneira certa, pode gerar muitos benefícios para a humanidade, desde que domada e com as rédeas de uma ética que preze a importância de uma informação livre, não mentirosa e não dominante por algoritmos tiranos. Pelo menos, enquanto a mantivermos dentro dos limites de uma decisão puramente matemática; pelo menos, enquanto ela tiver um raciocínio lógico humano; pelo menos, enquanto ela ainda não tiver sido agraciada com o dom do livre arbítrio…


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O trabalho “A ética e o burro mais rápido do mundo” de Carlos Santarem está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

“Microsoft substituirá jornalistas por inteligência artificial”


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