Alguns desvios em nossa história são bastante conhecidos, sobretudo aqueles ligados aos medicamentos.
Em 1937, nos Estados Unidos, ao trocar o solvente utilizado no Elixir de Sulfanilamida o fabricante provoca a intoxicação e a morte de 107 pessoas.
Em 1958, nos Estados Unidos, a falta de cuidados de limpeza na fabricação de vitaminas pediátricas prejudicou o desenvolvimento normal de crianças com 5 anos de idade que apresentaram caracteres sexuais secundários. Os comprimidos de vitamina estavam contaminados com hormônio anteriormente trabalhado na mesma máquina.
Em 1968, na Europa, um ungüento oftálmico contaminado com pseudomonas causou graves lesões oculares em vários pacientes, cegando um deles.
Em 1982, nos Estados Unidos, colocando cianeto de potássio em um famoso medicamento um maníaco consegue matar sete pessoas, a primeira delas, uma menina de 12 anos.
“Toma que o filho é seu”: Em junho de 1998, no Brasil, mulheres grávidas acusaram uma indústria farmacêutica por ter colocado no mercado um anticoncepcional que não cumprira a sua finalidade. O produto muito bem conceituado em todo o mundo acabou recebendo da mídia o apelido pejorativo de “pílula de farinha”.
Em julho de 2003, são cancelados a autorização de funcionamento e os registros de todos os 72 produtos de uma indústria farmacêutica no Rio de Janeiro.
Investigações realizadas pela agência reguladora do país, em conjunto com a vigilância sanitária do estado constataram que houve contaminação do medicamento utilizado como contraste radiológico, cujo princípio ativo Sulfato de Bário teria sido adulterado durante processo de fabricação do produto. Vinte e duas pessoas morreram depois de ingerir o produto.
A agência reguladora verificou que o laboratório estocava indevidamente grande quantidade de carbonato de bário, além de realizar experiências na tentativa de transformá-lo em sulfato de bário, o que pode ter provocado a contaminação. O sulfato, ao ser ingerido, é totalmente eliminado pelo organismo humano, enquanto o carbonato é absorvido e provoca intoxicação.
O ingrediente ativo sulfato de bário foi criminosamente substituído pelo carbonato de bário. Vinte e duas pessoas morreram, depois de ingerir o produto. O dono da empresa e o químico foram condenados e a farmacêutica responsável técnica sofreu sanções de ordem ética.
Uma conceituada indústria farmacêutica no Brasil teve de fazer um recall porque foi encontrado o medicamento indicado para asma dentro de uma embalagem de um produto antialérgico.
Em 2008, nos Estados Unidos, uma compositora toma uma medicação contra enjoo e, por causa da própria medicação, uma gangrena a obriga a amputar um dos seus braços. Faltavam na bula as informações de risco. A empresa foi condenada a pagar uma indenização de 6,7 milhões de dólares.
Em 2009, nos Estados Unidos, a administração de uma mistura vitamínica com dez vezes mais selênio do que a dose recomendada provocou a morte de 21 cavalos do time de polo venezuelano “The Lechuza”. Alguns animais morreram no campo, alguns nos reboques e outros no hospital. Além da perda, um prejuízo de 2 milhões de dólares.
No ano de 2009, também nos Estados Unidos ocorreu uma situação constrangedora. O número do telefone do Serviço de Atendimento ao Cliente foi alterado inadvertidamente em um dígito na sua embalagem. O erro fazia os clientes ligarem para um serviço de telesexo.
Sabemos que os riscos existem em todas as etapas de produção e em toda a sua cadeia logística, e só trabalhando de acordo com as Boas Práticas asseguraremos a qualidade de nossos produtos.
Nós somos a qualidade.
Agora, responda somente para você a esta pergunta:
Por que você trabalha de acordo com as Boas Práticas de Fabricação?
- Para atender as exigências da agência reguladora?
- Para conseguir obter o certificado de Boas Práticas?
- Para atender uma ordem do seu gerente?
- Para assegurar produtos e serviços com qualidade?
- Para ter um dia tranquilo e sem problemas de desvios?
- Todas as respostas anteriores?
Responda também a esta:
Não existisse agência reguladora, não fosse preciso obter qualquer certificado de Boas Práticas, não existissem gerentes dizendo o que deve ser feito…
…mesmo assim você trabalharia de acordo com as Boas Práticas?
Onde quer que você esteja, se respondeu sim a esta última pergunta, receba o muito obrigado de todos nós consumidores que precisamos de você e do seu trabalho para o nosso bem-estar, para a nossa saúde e daqueles que amamos. De novo, e muitas vezes, … Muito obrigado!
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