Autor: Santarem

• Diretor da Santarem - Qualidade em Consultorias • Escritor, Palestrante, Farmacêutico, Tarólogo, e Terapeuta Floral • Profissional com mais de 30 anos de experiência com atuação de comando em controle de qualidade, produção, garantia da qualidade, treinamento, engenharia e logística, em cargos de liderança como de gerência e diretoria. • Farmacêutico Bioquímico com habilitação em indústria e análise de alimentos e indústria farmacêutica * CRF-RJ: 3351 • MBA em Pós-graduação Latu Sensu MBA Gestão da Qualidade pela FGV - Rio de Janeiro. • Professor de pós-graduação do Módulo Gestão da Qualidade no Instituto Hahnemanniano do Brasil. • Autor dos livros “Reino dos Sensos”, “Eu mereço um dia com boas práticas”, "Sensos da Qualidade - E o segredo da sobrevivência e do Sucesso", "A Odisseia de um pequeno ato de inclusão" e “Autora, a foca albina – Uma história que trata sobre pertencimento” • Especializações: Gestão da Qualidade; Boas Práticas, ISO Lead Auditor, Ouvidoria e Perito Judicial. • Tarólogo com mais de 40 anos de experiência. • Terapeuta floral com especialização registrada no Conselho Regional de Farmácia – CRF-RJ. • Principais Prêmios e Títulos 2013: Prêmio Excelência Profissional “Levy Gomes Ferreira” em Mídia Eletrônica Farmacêutica 2011: Moção de Louvor, Aplausos e Congratulações pelos excelentes serviços prestados ao Estado. Assembleia Legislativa – RJ. 2007: Ordem do Mérito Farmacêutico Internacional - Grande Oficial- Conselho Federal de Farmácia. 2006-Diretor Presidente (2006-2007), CRF-RJ. 2005-Diretor de Cursos (2005-2007), Associação Brasileira de Farmacêuticos. Ver mais na Plataforma Lattes: http://lattes.cnpq.br/9200969137222017

Os outros “M´s” na análise de causas

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Existem muitas maneiras de analisar a ocorrência dos desvios da qualidade e buscar encontrar as causas raízes que provocaram tais desvios. Cuidar para evitar recorrências é atividade de rotina de muitos técnicos e analistas que usam uma infinidade de ferramentas da qualidade em estudos detalhados e criteriosos.

Atenção ao “Momento” no estudo da causa raiz

Um dos muitos pontos interessantes, que eu considero como crítico, no tratamento de desvios da qualidade é a variável tempo. Em outras palavras, além dos famosos 6M’s na análise dos problemas, coloco mais um “M” que merece atenção, em outra dimensão, e que deve ser levado em conta com os demais, a saber: Materiais, Máquinas, Métodos, Mão de Obra, Medidas e Meio. Este “M” é o “M” de “momento”.

Analisar a hora, o dia e o mês da ocorrência, pode nos conduzir a certos horários críticos nos quais aumentam as possibilidades de desvios; e assim, estabelecer medidas preventivas eficazes. Isso, seguramente, ode evitar possíveis recorrências.

Evitando a “Má-fé” como causa raiz

Outro “M” nos leva a casos históricos de constrangimentos que colocaram empresas e suas marcas na mídia causando prejuízos e perdas.  Este “M” está dissimulado no braço do “M” da mão de obra e, muitas vezes, é imediata e erradamente pinçado como referência na busca da causa raiz.

Colocando em exemplo:

Em março de 2015, a presença de um parafuso dentro de um frasco de suspensão oral, provocou uma grande empresa farmacêutica a recolher de maneira voluntária todas as unidades do lote suspeito. A resposta de como o parafuso foi parar dentro do frasco foi um exercício obrigatório para os técnicos da companhia.

Poderiam existir muitos indícios. Causas possíveis? Várias. Afinal, um corpo estranho em frasco de medicamento é um erro que ocorre há décadas! Em outras palavras, a empresa não estava a protagonizar o primeiro caso de parafuso dentro da embalagem primária…

Empegando os 6 “M’s”, o “M” de máquina poderia ser o escolhido, quando por questões de ajuste, uma trepidação indesejada teria provocado a queda do parafuso. O “M” de método também poderia ficar bem cotado, quando por questões de “setup” ou de liberação de linha, o desvio teve oportunidade de ocorrer.

O “M” de mão-de-obra poderia ser forte candidato se houvesse indícios de falta de treinamentos específicos.

O perigo em análise e tratamento de desvios da qualidade deste tipo é trabalhar, de imediato, com as hipóteses não declaradas de “M’s” que ficam dependuradas no “M” da mão-de-obra. Uma delas, um desvio da qualidade “plantado” pelo “M” de “Má-fé”…

…Isso mesmo! “O parafuso foi colocado propositadamente por alguém com má-fé!”.

Apesar de ser o pior dos “M’s” não deve ser considerado de imediato.

Uma análise mais apurada pode indicar que a causa raiz para a ocorrência de desvios assim pode estar no “M” do “Meio”, uma vez que os ambientes de trabalho sem os devidos controles propiciam ações delituosas.  Em outras palavras, uma demissão não trata a causa raiz e a empresa continua vulnerável a outros ataques do mesmo tipo!

Originalmente publicado em 3 de maio de 2018

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O trabalho “Os outros “M´s” na análise de causas – “Momento” e “Má-fé”” de Carlos Santarem está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.

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BRUCE HENDERSON – (1915-1992)

Formado em Engenharia, atuou na área de planejamento estratégico na General Electric e como consultor na Arthur D. Little. Fundou o Boston Consulting Group, em 1963.

Henderson criou diversos modelos empresariais, entre os quais se destacam a curva de experiência, que prova que os custos diminuem à medida que a empresa adquire mais experiência, e a matriz BCG, que compara o crescimento de um mercado com a quota de mercado de uma empresa

Volta


My Example

1. Enquetes: Conheça as enquetes, veja a opinião dos participantes, participle e acompanhe os resultados …….*…….*……. 2. Treinamentos: Veja os títulos disponíveis para treinamentos “in company” …….*…….*……. 3. Livros: “Eu Mereço Um Dia Com Boas Práticas” e “Reino dos Sensos”. …….*…….*……. …….*…….*…….


Nomes> ABRAHAM MASLOW

Abraham Harold Maslow foi um psicólogo comportamental que se tornou conhecido pela proposta “Hierarquia de Necessidades” apresentada em 1943. Nasceu em 1º de abril de 1908 em Nova York e faleceu em 8 de junho de 1970 na Califórnia.

Sua teoria está fundamentada na pirâmide de necessidades, paralela ao ciclo de vida do indivíduo.

A construção da pirâmide apresenta diferentes estágios. Na sua base, como primeiro andar, estão as necessidades fisiológicas, (como respiração, sono, calor, abrigo, água, comida, sexo, entre outras). No segundo andar, as necessidades de segurança (integridade física, segurança da moralidade, segurança no emprego, questões de saúde, família e propriedade). No terceiro andar, as necessidades sociais, onde os aspectos sobre os relacionamentos interpessoais ganham força. Aí as questões amorosas, os relacionamentos familiares e as intimidades de ordem sexual recebem uma consideração especial. No quarto andar, estão alocadas as necessidades de estima. Autoestima, confiança, conquista, respeito de terceiros e respeito a terceiros são aspectos relevantes neste nível da pirâmide. No quinto andar, as necessidades de autorrealização onde menos indivíduos tem a possibilidade de se agrupar. São indivíduos que estão no patamar da felicidade plena; sem qualquer tipo de preocupação com aqueles dos andares anteriores da pirâmide.

Maslow trabalhou no Instituto de Tecnologia de Massachusetts e fundou o centro de pesquisa National Laboratories for Group Dynamics.

Livro: Motivation and Personality, Eupsychian Management

Nota de Carlos Santarem:

No Brasil e em outros países, infelizmente, muitos trabalhadores encontram-se no primeiro nível da pirâmide de Maslow onde as suas necessidades básicas não são atendidas em sua plenitude. Residência digna, água limpa, tratamento de esgoto e nutrição correta são muitas pendências que dificultam a vida e o bem-estar dessas pessoas.

Isso, com certeza, é um grande atrapalhador, quando falamos de envolvimento e motivação dos colaboradores. 

Isso tem de ser estudado e tratado como uma questão crítica em aspectos da qualidade de uma empresa.

É assim que eu penso. E você, qual a sua opinião?


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As Ferramentas e a Busca Definitiva pela Causa Raiz

As ferramentas e a busca definitiva pela causa raiz

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O desvio da cerveja e o indício bem fundamentado

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Obstinação e técnica salvando vidas

O motivo que levou a polícia a iniciar a investigação do mistério de danos à saúde pública e até caso de óbito pela cerveja contaminada, foi a intervenção de duas mulheres, Flávia Schayer e Camila Massardi, no âmago da questão. As duas com seus maridos hospitalizados e uma delas com seu pai levado à morte pelo dietilenoglicol.

Continuo tratando este assunto como um estudo de caso interessante no tocante à análise e tratamento de desvios da qualidade. O objetivo é estimular um pensar sobre a questão do ponto de vista sempre associado aos aspectos da garantia da qualidade.

Mexa-se, imediatamente

Na busca pelas razões do problema, a obstinação é uma postura que deve ser levada em conta quando estamos diante de casos de desvio da qualidade.

Quanto mais cedo tratarmos a questão do desvio, mais informações podem ser recolhidas para análise. Quanto mais nos aproximarmos daqueles envolvidos com o problema, independentemente de sua escolaridade, mais visões diferentes teremos sobre a mesma questão, facilitando a identificação dos indícios. Em outras palavras, um grupo de renomados especialistas em análise de desvio da qualidade em nenhuma hipótese pode desprezar uma opinião de um operador de máquina ou manipulador; se assim fizer, pode perder dados importantíssimos.

Desta forma fizeram as mulheres, facilitadas pela academia de uma delas, a Farmácia. Camila a farmacêutica, chegou até a Flávia e as duas iniciaram o processo investigativo.

Utilizaram um trabalho, a princípio, com duas ferramentas da qualidade. A saber, o “Brainstorming” e a “Coleta de dados”. Esteja eu errado quanto ao que aconteceu verdadeiramente, exploremos o assunto tão somente do ponto de vista do emprego das ferramentas.  Elas, provavelmente, muito debateram sobre o assunto (“Brainstorming”) e foram a campo por mais informações (“Coleta de dados”)!

A importância dos grupos multidisciplinares

Quando trabalhamos com grupos multidisciplinares na análise e no tratamento de desvios da qualidade, somamos forças com diferentes experiências. Isso confere ao grupo uma capacidade maior no trabalho. Em uma indústria de medicamentos, por exemplo, farmacêuticos, químicos, engenheiros são comuns em grupos de análise com excelentes resultados.

Isso, de certa forma, aconteceu no caso da cerveja e no levantamento do indício. Não foi a farmacêutica que fez uma das perguntas-chaves, em uma conversa com um parente de uma das vítimas. Foi a sua companheira de busca, a Flávia, que com apenas uma pergunta levantou uma hipótese crucial: “Ele tomou a Belorizontina?”.

Estudar os indícios

Correr com preenchimento de formulários de não-conformidades, com a indicação de causa raiz e propostas de ações, é algo não tão incomum. Isso porque, além de prazos bem determinados para a apresentação dos formulários, a pressão interna para a solução do problema não é pequena.  Temos de ser rápidos, mas efetivos.  Caso contrário, além de ver o desvio da qualidade acontecer novamente, vemos a nossa reputação como especialistas “ir para o buraco”!

Ao indicarmos um indício temos de ter referências cabíveis. Ao indicarmos não-conformidades temos de ter evidências objetivas (provas).

No caso da cerveja, foi exatamente estudando com seriedade a relação dos sintomas e a “coincidência Belorizontina”, que fez com que a farmacêutica pudesse levar para a polícia, logo de início, um alarme com fortes indícios de que o problema pudesse estar na cerveja.

É certo que a causa raiz, como assim chamamos a verdadeira causa que provocou o desvio da qualidade, ainda não foi descoberta. É certo que não é pequeno o número de variáveis que se apresenta para dificultar a resolução do problema, mas a qualidade de nossos técnicos, investigadores e de nossa polícia técnica chegará, com certeza, até a fonte que deu origem à não conformidade.

É certo que muitas vidas foram salvas por essas mulheres.

É certo também que um correta análise e tratamento de desvios não tem preço; tem valor, às vezes, pelo seu peso, muito difícil de ser medido.


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O trabalho “O desvio da cerveja e o indício bem fundamentado” de Carlos Santarem está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

Veja o artigo “Cerveja não mata; o que mata é o desvio!

Saiba mais:

Contaminação da cerveja: Fantástico entra na Backer, responsável pela fabricação da bebida

Anvisa interdita todas cervejas produzidas pela Backer

Cerveja não mata; o que mata é o desvio!


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Água contaminada: no desvio, a culpa é do mordomo

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As questões de contaminação da água exigem cuidados sérios, análises bem conduzidas das não conformidades no sentido de identificar, com clareza, a causa raiz dos desvios da qualidade, além, é claro, de medidas preventivas e corretivas eficazes.

Registro isso com certa experiência, uma vez que, como farmacêutico atuante em indústria, eu já fui o responsável direto pela produção de água para injetáveis de duas grandes companhias produtoras de medicamentos. Refiro-me à Merck S.A. Indústrias Químicas e na Roche Brasil.

Para quem não é da área de produção de medicamentos, a água para injetáveis tem especificações de qualidade bem diferentes e mais exigentes do que a água potável. Um produto injetável, com uma água contaminada que chega ao consumidor, tem uma ação tão rápida e devastadora, provocando consequências danosas, muitas vezes, imediatas! Daí, exigir em sua produção uma série de controles em processo e atitudes de boas práticas que busquem eliminar os riscos da presença de qualquer ataque de microrganismos ou endotoxinas. Importante dizer que para se obter uma boa água para injetáveis, temos de iniciar nossas operações trabalhando com a água potável em níveis de qualidade aceitáveis.

Apenas à título de pintar com cores mais fortes a importância de uma água para injetáveis, costumava falar para as minhas equipes de produção, falo hoje para meus alunos de pós-graduação e o mesmo faço em treinamentos corporativos:  quando um medicamento injetável está contaminado, dificilmente o usuário faz uma reclamação à empresa… Normalmente, é a viúva…

Tratar os desvios da qualidade em água, da potável e da injetável, exige academia, mas exige também responsabilidade. Identificar a causa raiz dos desvios é uma ação de extrema importância.

Vale ressaltar que uma água potável contaminada, entre os muitos problemas, pode causar diarreias em crianças e levá-las à morte! Em relatório publicado pela OMS, intitulado “Inheriting a Sustainable World: Atlas on Children’s Health and the Environment”, os números são impressionantes. “361 mil crianças com menos de 5 anos morrem por diarreia, como resultado da falta de acesso à água potável, saneamento e higiene”.

No tocante à água potável servida no Rio de Janeiro e a sua crise mais acentuada em 2020 existe, aparentemente, um despreparo na análise e tratamento do desvio da qualidade associado a um cenário no qual a verdade é dissimulada pelo poder público com a impressão de que, na melhor das hipóteses e com “a melhor das intenções” não se pretende alarmar a população. Pode ser uma impressão errada, mas é o que se projeta.

Curioso é que, diante de um copo com água turva e mal cheirosa, ouvindo os especialistas e políticos se referirem a essa água como “segura”, qualquer cidadão, com um grau mínimo de discernimento, não somente fica alarmado com a água como também se assusta com o grau de confiança que pode depositar naqueles responsáveis pelo tratamento do problema. Na própria página da CEDAE, em 18 de janeiro de 2020, não há com o quê o carioca tenha que se preocupar, visto que a “água fornecida está dentro dos parâmetros exigidos pelo Ministério da Saúde”.

Vale para qualquer desvio da qualidade que pode afetar o bem-estar e a saúde das pessoas: temos de ser efetivos em nossas análises e a divulgação imediata da informação verdadeira é uma das medidas vitais do processo.

O culpado

Acompanhando as notícias, vemos que o último culpado, indicado pelo problema da água é a geosmina, um composto produzido por cianobactérias. Não! A culpa não é da geosmina, embora uma ação de limpeza com carvão ativado vá melhorar a coloração da água. Não é geosmina que deixa a água turva!

Vale para qualquer desvio da qualidade: quando consideramos erradamente um evento como causa raiz, a reincidência do desvio está assegurada. Em outras palavras, o problema voltará a se repetir. No caso da água, haja carvão ativo, não é verdade? A água ficará clarinha, mas continuará o problema de saúde pública.

Tirar a turbidez da água, mandando encarcerar a geosmina é uma ação perigosa, isto porque a causa raiz não foi identificada(?), nem, muito menos tratada!

Vale para qualquer desvio da qualidade: a resposta mais simples para se resolver um desvio da qualidade é escondê-lo debaixo do tapete, mas também a mais perigosa…

E o cheiro e a turbidez!? De antemão, pedindo perdão pelo termo, é… muita Bosta!

Ah, então a culpa é da Bosta? Não!

Não tem culpa a geosmina, não tem culpa a bosta e não têm culpa as bactérias que podem estar contaminando a água!

Vale para qualquer desvio da qualidade: temos de chegar na verdadeira e desconhecida (?) origem do problema e temos de estar dispostos a investir na sua solução.

E a solução, convenhamos, não é o carvão ativo…


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O que já aprendemos com a má-fé pela fraude

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O acesso fácil ao conteúdo

Existe, na história da indústria farmacêutica, uma infinidade de casos de má-fé que promoveram desgraças e até mortes de consumidores de medicamentos. O acesso fácil do bandido ao conteúdo das embalagens primárias, aquelas que entram em contato direto com o produto, permitiu, por exemplo, a troca de conteúdo e a inserção até mesmo de veneno em cápsulas de medicamento.

Um caso emblemático

Um caso que se tornou famoso é o “caso Tylenol”, ocorrido nos Estados Unidos na década de 80, quando um maníaco entrava nas farmácias, abria alguns cartuchos com cápsulas de Tylenol e substituía o conteúdo das cápsulas, antes com o medicamento, por veneno: o cianeto de potássio. Muitos consumidores morreram, entre eles uma menina em tenra idade.

Os indícios do crime

Análises químicas puderam comprovar que as embalagens contaminadas não mostravam uma contaminação do lote, mas uma contaminação restrita somente a algumas unidades componentes do lote. Indício de fraude (?).

O primeiro aprendizado: A verdade imediata e divulgada pela própria empresa

A Johnson & Johnson, a respeitada empresa farmacêutica fabricante do Tylenol, assumiu de imediato a responsabilidade de, através de seu presidente, manter o público a par de todos os passos da investigação, inclusive aqueles em conjunto com a polícia.

Os fatos chegavam ao público pelo presidente da companhia em declarações pela televisão americana, antes de qualquer notícia de jornal, as quais poderiam ser deturpadas.

Fácil foi a prisão do assassino, visto que seu raio de ação se restringia a uma limitada região nos arredores de Chicago. Preso o bandido, a companhia farmacêutica saiu do episódio com sua reputação mais fortalecida ainda.

O segundo aprendizado: A inviolabilidade das embalagens

As cápsulas comuns permitem que bandidos possam  abri-las, alterando o seu conteúdo! Daí uma evolução no mercado farmacêutico foi o desenvolvimento de cápsulas gelatinosas. As cápsulas gelatinosas, como sabemos, são formas farmacêuticas que não podem ser abertas a não ser por uma violação. Em outras palavras ficam inutilizadas.

No caminho dos cuidados, frascos, tubos e outras embalagens primárias foram recebendo, até mesmo por exigências legais, mecanismo de segurança, como lacres especiais que forçam o bandido a violar claramente a embalagem de uma forma irreversível. Mais ainda, os mecanismos de segurança se estenderam às embalagens secundárias como os cartuchos de medicamentos que também passaram a ter lacres especiais! Em outras palavras, embalagens com mecanismos de proteção contra a má-fé, por fraudes, diminuem sobremaneira as desgraças; embalagens vulneráveis aos bandidos, não.

O terceiro aprendizado: Não conseguiremos deter todos os bandidos

A maldade humana não pode ser subestimada e ela nunca será extirpada do nosso meio. Infelizmente, sempre haverá alguém, em algum lugar, engendrando como levar um veneno para o consumidor, através de nossos produtos.

Daí, quando falamos de boas práticas de fabricação, entendemos que tais práticas devam estar em um sistema da qualidade bem estruturado no qual o gerenciamento de risco vislumbre também as possíveis situações de má-fé.

Isto serve para medicamentos, alimentos e também para bebidas.

Afinal, se nós não pensarmos nisso, quem o fará?

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Por que falham os programas

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Programas da qualidade mirabolantes, muitas vezes, são apresentados como solução única e definitiva. Muitas das vezes também a implantação de tais programas é oferecida em “pacotes prontos e rápidos” com embalagens de “sucesso garantido”. Aí pode residir a primeira resposta da questão “por que falham os programas?”. 


Até mesmo programas da qualidade de conceituada reputação podem fracassar, quando os implantamos em tempo aquém daquele razoável para a maturação de cada uma de suas etapas. Não é diferente em nossa vida pessoal quando recebemos propostas de uma “nova e maravilhosa vida” apenas com o estalar dos dedos… 

…Por melhor que sejam as intenções de terceiros, é nossa responsabilidade definir a estratégia que nos levará ao sucesso. Como fazer? A aplicação dos sensos pode ajudar, sem dúvida!


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Baseado no trabalho disponível em https://reinodossensos.blogspot.com.br/.

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Vídeos de Treinamento: Benefícios, cuidados e dicas

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Padronizando a informação

Através de um vídeo de treinamento bem elaborado, a empresa assegura a harmonização do conteúdo transmitido para todo o público-alvo. Desta maneira, todos os colaboradores receberão da mesma forma as informações críticas sem desvios ou inconsistências nas mensagens.

Tornando os treinamentos mais atraentes

A produção audiovisual bem elaborada facilita o tratamento dos assuntos de maneira mais interessante e envolvente. O público é atraído com muito mais facilidade e o engajamento é maior. Maior é também o poder de retenção, o que torna os treinamentos com vídeos mais efetivos.

Envolvendo suas lideranças

O desenvolvimento de roteiros específicos muitas vezes aborda aspectos técnicos associados às normas internas ou procedimentos operacionais padrão. O envolvimento de lideranças e outros profissionais em algumas reuniões de discussão de roteiros provoca um verdadeiro repensar sobre muitas normas.

Nossa empresa pode conduzir muitas reuniões desse tipo com engenheiros, farmacêuticos, químicos e administradores de empresas – e outros profissionais – em níveis de coordenação e gerência, produzindo roteiros enxutos e corretos.

Personalizando seus vídeos de treinamento

Colocar os temas escolhidos de maneira personalizada com a logomarca de sua empresa dá um caráter exclusivo e muito valorizado. Nossa empresa já produziu filmes de treinamento para grandes empresas os quais foram feitos nas instalações dessas mesmas empresas, explorando seus principais processos. Tudo com locução bem feita, legendas claras e trilhas musicais.

Usando legenda sempre

O uso de legendas com tamanho de fonte e cores adequadas é uma prática adequada em quaisquer circunstâncias, não somente dedicada às pessoas que desconhecem ou não dominam o idioma da locução. Ele também se justifica para o público comum, uma vez que elas, as legendas, promovem o aumento da atenção do adulto no filme. Para um público em particular elas têm alto valor. Refiro-me às pessoas com deficiência auditiva, um público cada vez maior e mais presente nos treinamentos corporativos.

Nossa empresa já pode ministrar vários treinamentos com muitos colaboradores assim. Não sou fluente em Libras e tivemos o apoio de intérpretes. No entanto, nenhuma dúvida ficava ao assistirem os vídeos legendados. Certo dizer que sua participação aumentava.

Usando diferentes vias com a mesma peça

Com uma peça em vídeo seu treinamento é transmitido em salas de reunião, salas de aula, anfiteatros, notebooks, smartphones. Ela pode estar disponível em sua intranet e ser usada em seus treinamentos à distância.

Treinando seus fornecedores

De acordo com o perfil do negócio e da política da empresa, o desenvolvimento de fornecedores é fator crítico de sucesso. Assim, investir em treinamentos específicos sobre as questões da qualidade, boas práticas, entre outros temas, é uma ação comum entre aquelas empresas que pretendem obter mais resultados.

Vídeos de treinamento da sua empresa produzidos para os seus fornecedores têm muitos benefícios, uma vez que podem ser ministrados por terceiros sem qualquer perda de conteúdo e com a qualidade desejada.

Vencendo barreiras

Sem barreiras geográficas, através de vários meios de transmissão, os vídeos de treinamento chegam ao público-alvo com custo reduzido, fazendo ágeis as informações a serem passadas. Podem ser assistidos diversas vezes, em horas diferentes, conforme as necessidades de cada área.

Treinando seus visitantes

Algumas empresas, por suas características e por questões de exigências regulatórias nacionais são obrigadas a instruir seus visitantes, antes que eles possam adentrar em certos locais, como fábricas de medicamentos, por exemplo. Detalhes de como usar certas vestimentas e cuidados com o trânsito são tópicos exigidos.

Não é raro, para algumas delas, receber visitantes de outros países, inclusive.

Imagina o impacto positivo de fazer uma breve e efetiva apresentação de tais cuidados em um vídeo curto e atraente. É, de fato, um verdadeiro cartão de visita.

Nossa empresa pode fazer filmes com este escopo para grandes indústrias farmacêuticas, inclusive com legendas em inglês.

Treinando seus clientes

Desenvolver um treinamento eficaz de seus produtos e serviços para os colaboradores de seus clientes garante o uso correto dos mesmos, evita os desvios da qualidade e minimiza as possibilidades de reclamações. O uso de vídeos é uma maneira prática e barata de realizar tais treinamentos de uma forma única.

E mais: Com uma excelente relação Custo x Benefício


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Onde estão as não conformidades?

Onde estão as não conformidades?

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