Categoria: Andragogia Corporativa

Assuntos sobre motivação e comprometimento associados ao tema

Como posso avaliar meu Consultor/Palestrante?

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A busca e a escolha de profissionais para ministrar treinamentos nas empresas não é uma tarefa fácil, quando nosso objetivo é associar todos os conceitos ao que de fato acontece na prática, gerando benefícios reais para a empresa.

Atualmente, um universo de nomes se dispõe, através de vários meios de comunicação, oferecendo os melhores cursos, com os melhores palestrantes, com as melhores formações e com empresas associadas às melhores instituições e associações. No entanto, muitas das vezes é possível que, apesar de toda esta qualidade de oferta, todo o conhecimento passado por tais treinamentos fiquem restritos às salas de aula, não sendo refletidos na prática.

Mais: Em alguns casos, quando a empresa se empenha em verificar a qualificação e a formação do palestrante, descobre-se que elas não são compatíveis com o que é esperado e anunciado. Até mesmo alguns anúncios e e-mails nos quais constam associações, quando verificadas, elas não correspondem a verdade.

Mais do que antes o treinamento de equipes é considerado fator crítico de sucesso para as organizações tidas como vencedoras. Para alguns segmentos, como o de produção de medicamentos, o treinamento de pessoal é compulsório exigindo-se, inclusive que a empresa se certifique da qualificação do palestrante. A atual RDC-301*, resolução da agência reguladora nacional que dispõe sobre as Boas Práticas de Fabricação de medicamentos reza em seu Art. 60: “Os consultores devem ter instrução, treinamento e experiência adequados, para que estejam aptos a orientarem sobre o assunto para o qual foram selecionados.”.

O teste que apresento se propõe como uma ferramenta de análise para uma avaliação prévia dos consultores a serem contratados e também como uma avaliação posterior quando as impressões serão mais fortes.

Embora o resultado se apresente de maneira numérica (vai de zero a 100 pontos com o mesmo peso para cada questão), não existe qualquer caráter de cunho científico, mas uma forma de criar indicadores que permitam melhores decisões, principalmente quando mais de um nome de consultor é colocado em análise para a prestação do mesmo serviço.

Qual o limite mínimo aceitável de pontuação? Isso dependerá do rigor que a empresa quer imprimir ao contratar tais fornecedores de serviço.

O teste vai a seguir. Experimente.



1. Conhecimento: O Instrutor tem real conhecimento sobre o tema e tem por hábito enriquecer seus cursos com muitos exemplos e casos vividos estimulando a análise e discussão.
Sim, sempre Sim, na maioria das vezes Não, na maioria das vezes Nunca, de nenhuma forma
2. Motivação: O Instrutor oferece um ambiente com várias opções de busca sobre os benefícios do tema para seus aprendizes adultos nas quais eles mesmos podem identificar as vantagens do treinamento para a empresa, seus clientes, para os colaboradores e – principalmente – para eles próprios?
Sim, sempre Sim, na maioria das vezes Não, na maioria das vezes Nunca, de nenhuma forma
3. Audiência: O Instrutor entende sua audiência de forma heterogênea e, em função disto, tem suas apresentações com ferramentas que o auxiliam a levar o conhecimento de forma harmônica, utilizando os “dialetos corporativos” corretos e os estilos visual, auditivo e sinestésico de aprendizado com habilidade?
Sim, sempre Sim, na maioria das vezes Não, na maioria das vezes Nunca, de nenhuma forma
4. Exposição: O Instrutor se expõe aos aprendizes e os provoca a fazer todo tipo de questionamento, sem fugir a nenhuma pergunta, mesmo que necessariamente não faça parte do conteúdo programático previamente estabelecido? A frase “Este assunto não faz parte do escopo do nosso treinamento” não é do seu uso.
Sim, sempre Sim, na maioria das vezes Não, na maioria das vezes Nunca, de nenhuma forma
5. Trocas: O Instrutor permite total interação entre as partes e promove situações nas quais ele saia provisoriamente da posição de mestre dando este lugar a um participante com seu conhecimento e experiência?
Sim, sempre Sim, na maioria das vezes Não, na maioria das vezes Nunca, de nenhuma forma
6. A customização: O Instrutor trabalha exclusivamente com material e conteúdos pré-elaborados e ainda tem o cuidado de realizar contatos prévios com a empresa, no sentido de adequar seu conteúdo de forma customizada e mais efetiva para suas equipes.
Sim, sempre Sim, na maioria das vezes Não, na maioria das vezes Nunca, de nenhuma forma
7. A Experiência como profissional: O Instrutor tem experiência prática no tema e é respeitado no segmento?
Sim, sempre Sim, na maioria das vezes Não, na maioria das vezes Nunca, de nenhuma forma
8. Prática como Instrutor: O Instrutor possui vivência prática em aulas para adultos, em pós-graduação e em treinamentos corporativos. Reúne um grande universo de pessoas que passaram por seus treinamentos em cursos e eventos?
Sim, sempre Sim, na maioria das vezes Não, na maioria das vezes Nunca, de nenhuma forma
9. Formação: O Instrutor é estudioso e tem formação no assunto do treinamento. Sua habilitação pode ser comprovada por documentos originais e não exclusivamente por folderes de divulgação dos seus cursos?
Sim, sempre Sim, na maioria das vezes Não, na maioria das vezes Nunca, de nenhuma forma
10. Referências: São boas as referências sobre o Instrutor - de clientes e de outras fontes – e são compatíveis com àquelas divulgadas por ele?
Sim, sempre Sim, na maioria das vezes Não, na maioria das vezes Nunca, de nenhuma forma
Clique no botão abaixo para obter a soma dos pontos.





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O nível de aprendizado do brasileiro

Um povo despreparado para o mercado?

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O antídoto do despreparo

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Publicado em 15 de março de 2012

Há muitos anos, falta qualidade no ensino de crianças e jovens brasileiros.

Agora, diante de um aumento da oferta de empregos em algumas regiões do país, faltam candidatos em postos dos mais simples que possam ocupar as posições que a indústria oferece, entre outras, a de medicamentos.

O resultado, muitas das vezes, é a contratação de pessoas despreparadas, que têm dificuldades de escrita, em um ambiente onde “tudo é escrito e documentado”, como assim é na indústria farmacêutica. 

Esses novos colaboradores têm problemas com a matemática e mostram-se também com dificuldade em entender os percentuais de rendimento, em um ambiente onde tudo é monitorado por indicadores. 

Cálculos de volume são verdadeiros desafios. Para muitos recém-contratados, que não tiveram uma boa educação em biologia, fazê-los crer que existem seres minúsculos, invisíveis a olho nu, que carregamos conosco, e podem contaminar nosso ar, máquinas e produtos, é quase um exercício de ficção científica. Exagero? Sabemos que não.

A demanda por trabalhadores ainda existe e vemos o deslocamento de muitos, de outros estados, na direção dos polos farmacêuticos, em busca de novas oportunidades. Estão sendo contratados por sua escolaridade declarada e por outros medidores que asseguram atitudes corretas, proativas e condizentes com a cultura e com a política de cada empresa. Mas está faltando o conhecimento mínimo real.

O grande desafio é harmonizar rapidamente esta massa humana quanto ao conhecimento sobre a maneira correta de “trabalhar fazendo remédios” e a responsabilidade associada que cada um deve assumir quanto à qualidade, segurança e eficácia de cada produto. Da mesma maneira, promover um ambiente de estímulo a “fazer certo da primeira vez“, onde os desvios de qualidade, os retrabalhos, as perdas e os prejuízos possam ser evitados. O mesmo para as reclamações de clientes e consumidores.

Ainda há muito que fazer, e ainda há muito que mudar para fazer bem feito, melhor, mais rápido e mais barato, em nome dos usuários de medicamentos e de todos os produtos, de maneira geral… E, claro, em nome dos acionistas. 

O antídoto para todo este problema está, em grande dose, em metodologias efetivas de treinamento. 

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Enquete: Como você avalia a qualidade dos trabalhadores brasileiros diante da 4ª Revolução considerando a frase “Não sabe ler, não sabe escrever e não sabe fazer conta”.


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Atitudes e Exemplos

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Publicado em 4 de março de 2012

Muitas vezes podemos constatar que os conceitos transmitidos através de políticas, de normas gerais e de procedimentos operacionais padrão não são refletidos na prática, apesar de todos os esforços. Isto independe até da tecnologia usada, e independe também das horas e dos recursos financeiros dedicados aos treinamentos.

Curioso é, quando analisamos a questão e procuramos buscar as possíveis causas deste tipo de problema, verificamos que o não cumprimento de tais diretrizes não fica restrito somente aos colaboradores do primeiro nível da escada hierárquica. Este não cumprimento é evidenciado em outros colaboradores até mesmo de níveis técnicos e, em alguns casos, colaboradores em nível de liderança. Quando isto acontece, fica ainda mais difícil ver os nossos procedimentos padrão serem refletidos na rotina, uma vez que os exemplos de posturas e atitudes são as mais poderosas ações de treinamento que acontecem em todos os momentos, todas as horas.

Assim, se, ao invés de usar a antecâmara exclusiva para a passagem de funcionários, o supervisor utiliza a antecâmara exclusiva para a passagem de materiais, este mesmo líder está “dizendo” que as recomendações e exigências escritas, aprovadas e passadas em treinamentos não têm nenhum valor. O colaborador adulto e maduro “lê” esta mensagem postural de forma clara… E fará a mesma coisa quando precisar passar de uma área para a outra. Da mesma forma, se este mesmo líder acredita poder adentrar em certos locais sem utilizar as máscaras descartáveis onde elas são exigidas, passa para seus subordinados que elas são de fato desnecessárias. Pior: quando diante da surpresa de uma visita se empenham em colocar, de imediato e atabalhoadamente, tais acessórios de higiene, eles transmitem a mensagem de que “só aos olhos de “estranhos”, como visitantes e inspetores, devem se mostrar cumpridores dos procedimentos”.

Para mudar este quadro é preciso mudar as atitudes.

Nossos técnicos e líderes, em todos os níveis ”treinam” os nossos colaboradores com suas posturas, com suas atitudes. Técnicos, analistas, líderes de linha, supervisores e coordenadores estão em todos os momentos “dizendo” o que fazer e como fazer, através de suas reações e de seus atos. Todos observam e leem suas mensagens não verbais como procedimentos reais.

Para este tipo de situação a questão da ATITUDE profissional deve ser exaustivamente trabalhada através de dinâmicas apropriadas no trato com adultos. A metodologia de treinamento, então, deve ser outra, a Andragogia Corporativa. Caso contrário, os treinamentos em procedimentos operacionais padrão continuarão ineficazes…


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Vídeos de Treinamento: Benefícios, cuidados e dicas

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Padronizando a informação

Através de um vídeo de treinamento bem elaborado, a empresa assegura a harmonização do conteúdo transmitido para todo o público-alvo. Desta maneira, todos os colaboradores receberão da mesma forma as informações críticas sem desvios ou inconsistências nas mensagens.

Tornando os treinamentos mais atraentes

A produção audiovisual bem elaborada facilita o tratamento dos assuntos de maneira mais interessante e envolvente. O público é atraído com muito mais facilidade e o engajamento é maior. Maior é também o poder de retenção, o que torna os treinamentos com vídeos mais efetivos.

Envolvendo suas lideranças

O desenvolvimento de roteiros específicos muitas vezes aborda aspectos técnicos associados às normas internas ou procedimentos operacionais padrão. O envolvimento de lideranças e outros profissionais em algumas reuniões de discussão de roteiros provoca um verdadeiro repensar sobre muitas normas.

Nossa empresa pode conduzir muitas reuniões desse tipo com engenheiros, farmacêuticos, químicos e administradores de empresas – e outros profissionais – em níveis de coordenação e gerência, produzindo roteiros enxutos e corretos.

Personalizando seus vídeos de treinamento

Colocar os temas escolhidos de maneira personalizada com a logomarca de sua empresa dá um caráter exclusivo e muito valorizado. Nossa empresa já produziu filmes de treinamento para grandes empresas os quais foram feitos nas instalações dessas mesmas empresas, explorando seus principais processos. Tudo com locução bem feita, legendas claras e trilhas musicais.

Usando legenda sempre

O uso de legendas com tamanho de fonte e cores adequadas é uma prática adequada em quaisquer circunstâncias, não somente dedicada às pessoas que desconhecem ou não dominam o idioma da locução. Ele também se justifica para o público comum, uma vez que elas, as legendas, promovem o aumento da atenção do adulto no filme. Para um público em particular elas têm alto valor. Refiro-me às pessoas com deficiência auditiva, um público cada vez maior e mais presente nos treinamentos corporativos.

Nossa empresa já pode ministrar vários treinamentos com muitos colaboradores assim. Não sou fluente em Libras e tivemos o apoio de intérpretes. No entanto, nenhuma dúvida ficava ao assistirem os vídeos legendados. Certo dizer que sua participação aumentava.

Usando diferentes vias com a mesma peça

Com uma peça em vídeo seu treinamento é transmitido em salas de reunião, salas de aula, anfiteatros, notebooks, smartphones. Ela pode estar disponível em sua intranet e ser usada em seus treinamentos à distância.

Treinando seus fornecedores

De acordo com o perfil do negócio e da política da empresa, o desenvolvimento de fornecedores é fator crítico de sucesso. Assim, investir em treinamentos específicos sobre as questões da qualidade, boas práticas, entre outros temas, é uma ação comum entre aquelas empresas que pretendem obter mais resultados.

Vídeos de treinamento da sua empresa produzidos para os seus fornecedores têm muitos benefícios, uma vez que podem ser ministrados por terceiros sem qualquer perda de conteúdo e com a qualidade desejada.

Vencendo barreiras

Sem barreiras geográficas, através de vários meios de transmissão, os vídeos de treinamento chegam ao público-alvo com custo reduzido, fazendo ágeis as informações a serem passadas. Podem ser assistidos diversas vezes, em horas diferentes, conforme as necessidades de cada área.

Treinando seus visitantes

Algumas empresas, por suas características e por questões de exigências regulatórias nacionais são obrigadas a instruir seus visitantes, antes que eles possam adentrar em certos locais, como fábricas de medicamentos, por exemplo. Detalhes de como usar certas vestimentas e cuidados com o trânsito são tópicos exigidos.

Não é raro, para algumas delas, receber visitantes de outros países, inclusive.

Imagina o impacto positivo de fazer uma breve e efetiva apresentação de tais cuidados em um vídeo curto e atraente. É, de fato, um verdadeiro cartão de visita.

Nossa empresa pode fazer filmes com este escopo para grandes indústrias farmacêuticas, inclusive com legendas em inglês.

Treinando seus clientes

Desenvolver um treinamento eficaz de seus produtos e serviços para os colaboradores de seus clientes garante o uso correto dos mesmos, evita os desvios da qualidade e minimiza as possibilidades de reclamações. O uso de vídeos é uma maneira prática e barata de realizar tais treinamentos de uma forma única.

E mais: Com uma excelente relação Custo x Benefício


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Premissas erradas

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Muitos treinamentos motivacionais voltados para os conceitos de Boas Práticas de Fabricação são elaborados em premissas que apenas dificultam o engajamento dos colaboradores no processo de implantação e de manutenção das BPF, bem como do processo melhoria contínua.


Uma de tais premissas é que, para os colaboradores, a razão das Boas Práticas e da Melhoria Contínua, aceita pelos técnicos da empresa, seus gerentes e diretores é suficiente para que todos – sem exceção – se motivem a trabalhar em conformidade com as normas. Aí, pode estar um dos motivos que provocam os fracassos em treinamentos corporativos. Para cada colaborador existe uma razão específica e, na maioria das vezes, ela não é a mesma razão do seu gerente…

Outra premissa é a de que os colaboradores do conhecido “chão de fábrica” podem sempre receber treinamentos exclusivamente desenhados e ministrados por pessoal interno, ao contrário de outras áreas da companhia que eventualmente recebem treinamentos com palestrantes externos (muitos deles extremamente capacitados e experientes) com material mais rico, e mais preparados para eventos de capacitação e de sensibilização. Junte as duas premissas, e veja o seu processo de treinamento começar a naufragar.

Em alguns casos, serão centenas de horas-homem/ ano dedicadas a treinamentos pouco eficazes.

Em outras palavras, quantas vezes você viu não conformidades se repetirem, mesmo que o assunto já tivesse sido tratado exaustivamente em treinamentos internos?

Em mais palavras, quantas vezes você assistiu auditores e inspetores externos evidenciarem falhas que não mais – em nenhuma hipótese – deveriam estar se repetindo porque foram exaustivamente discutidas em seus treinamentos?

Eventualmente, ou de forma periódica, a presença de instrutores externos pode fazer muito bem para o seu negócio; contribuindo para gerar mais conteúdo e mais qualidade para os seus treinamentos, apoiando sua equipe de treinamento com novos enfoques, ajudando a promover um ambiente sem desvios de qualidade e contribuindo para diminuir as não-conformidades em auditorias. 


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Andragogia Corporativa

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Andragogia é palavra originária do grego que significa “formação de adultos”. O norte-americano Malcolm Knowles a redefiniu como “arte e a ciência destinada a auxiliar os adultos a aprender e a compreender o processo de aprendizagem dos adultos“.

Carlos Santarem trata a Andragogia Corporativa como a chave da verdadeira motivação e do maior dos comprometimentos.


Alguns executivos iniciam seus programas, seus projetos e suas vendas sem antes considerar com profundidade quais benefícios todos os envolvidos obterão de forma pessoal e profissional. Em outras palavras, buscam ter sucesso em relacionamentos profissionais e até mesmo pessoais sem se preocupar, mostrar e assegurar as vantagens “para o outro”. O resultado é o fracasso que pode ser a curto ou médio prazo. Da mesma forma, é comum vermos apresentações de grandes projetos a grandes grupos de colaboradores apresentando como vantagens os ganhos futuros da empresa em moeda corrente ou em ganhos de fatias de mercado onde estes números são usados para buscar o comprometimento de todos, e usados para motivar os colaboradores a dar mais de si atingindo metas mais audaciosas.

Nesta linha, mesmo sendo extremamente vantajoso para a empresa, vantajoso para muitos dos seus gerentes e diretores e vantajoso para os seus clientes, os processos não funcionam porque “os outros não querem que funcionem”. Com isto, todo o investimento empregado em recursos financeiros, em recursos humanos e em recursos materiais é reduzido a pó pela falta de envolvimento e comprometimento “dos outros” que deveriam entender a importância do projeto. Fica evidente a falta de motivação “dos outros” que não se engajaram com a garra necessária para o sucesso do empreendimento.

Destacar os ganhos para a companhia é uma informação relevante para qualquer funcionário, mas serve apenas como uma das muitas informações que o adulto precisa para fazer suas avaliações antes de se comprometer em qualquer empreitada, antes de entender as vantagens dos treinamentos e muito antes de seguir seus líderes formais.

Raízes da andragogia são antigas. Grandes nomes ficaram conhecidos como excelentes mestres e verdadeiros líderes por dominarem esta metodologia que é, de fato, a única chave da verdadeira motivação de todos os indivíduos. Entre eles, destacam-se Sócrates, Platão e Jesus Cristo que souberam convencer seus aprendizes e liderados, ao mesmo tempo em que se mostraram humildes e capazes de serem questionados em seus conceitos todas as vezes que seus seguidores desejassem. Quanto mais se expunham, mais respostas mostravam ter e mais fortes ficavam. Sabiam responder a pergunta básica de todo o adulto antes do comprometimento maior: “O que eu ganho com isso?”.

Assim funciona a humanidade: movida a interesses. Cabe lembrar que o termo “interesse” não tem aí qualquer conotação pejorativa, uma vez que acumulamos em nossa história várias ações movidas a interesses altamente nobres. É desta forma que melhor entendemos a fé – onde encontramos o maior dos comprometimentos – e também entendemos os trabalhos voluntários. O indivíduo realmente se compromete quando ele entende que existem vantagens para si como pessoa e/ ou como profissional e isto é, na verdade mais pura, simples interesse.

Gerentes e outros líderes formais devem reconhecer na andragogia a melhor das ferramentas de motivação e empregá-la com sabedoria, buscando identificar os interesses dos seus colaboradores ao mesmo tempo em que atendê-los dentro da verdade da companhia. Não é simples e, muito menos, fácil; cobra do executivo maior dedicação a seus subordinados, bem como o força a melhor entender a pessoa humana, antes de vê-la como apenas mais um simples “soldado” de suas trincheiras. Não permite amadorismos e requer técnicas específicas para o pleno sucesso.

O mais difícil nesta tarefa está em identificar em cada indivíduo adulto de cada grupo que precisa ser motivado o conjunto de interesses desses indivíduos e desses grupos. Quais vantagens obterão os adultos que nos acompanham em nossas empreitadas ao se comprometerem de “corpo e alma” nos programas corporativos e nos treinamentos, por exemplo. Quando associamos bônus aos benefícios, ou qualquer outro tipo de remuneração especial, o convencimento fica extremamente facilitado, mas isto se aplica, na maioria das vezes, aos colaboradores das áreas de vendas, de marketing, e a determinados níveis hierárquicos, como gerentes e diretores. Isto não acontece em todo universo de colaboradores da empresa, e o exercício de buscar o comprometimento dos mesmos exige das lideranças um esforço maior, uma vez que a motivação de todos, sem exceção, é fator crítico de sucesso em muitos empreendimentos. Do contrário, podemos ver empresas investindo em treinamentos que não são refletidos na prática e obtendo retorno sobre tais investimentos aquém do desejado. Vemos programas da qualidade que se iniciam de maneira espetacular e acabam enfraquecendo e até desaparecendo com o tempo.

Gente adulta; esta é a palavra-chave. Os líderes devem conhecer a sua gente e as expectativas de vida do seu pessoal se quiserem contar com ele em todas as circunstâncias, inclusive as mais difíceis. Dedicar seu tempo, como gerente, em conhecer realmente seus liderados permitirá ao líder reconhecer um conjunto de interesses para motivá-los. AÍ está o que você, como líder, ganha com isso: cada colaborador adulto de cada equipe consciente que ao seguí-lo e às suas diretrizes, independente do grau de dificuldades, obterá vantagens que valerão todos os esforços. Este convencimento constrói exércitos de fiéis quase sempre imbatíveis.

Investir somente nos argumentos que mostrem as vantagens para a empresa fará com que o indivíduo pondere de outra forma e acabe criando um quadro próprio totalmente diferente. Pode o adulto identificar que a empreitada apenas o obrigará a trabalhar muito mais do que antes; que as possíveis horas-extras não compensarão os momentos que perderá com sua família e seus amigos; que o tempo que passará a mais na empresa o obrigará a deixar de participar de atividades que pratica normalmente, como uma academia e como um curso externo e até uma faculdade. Nestes casos, o adulto, de fato, reconhece um prejuízo que impacta na sua vida pessoal e no seu desenvolvimento profissional. O adulto não se motivará e, por esta razão, não se comprometerá.

Argumentos bem fundamentados na importância do tema, com o maior número possível de dados e de informação, com um painel claro das oportunidades e dos benefícios para a empresa e, principalmente, para os envolvidos montam um cenário adequado para o adulto fazer sua análise particular e, desta maneira, se entusiasmar. Andragogia corporativa: esta é a chave da verdadeira motivação e do maior dos comprometimentos.


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